Não é o que não pode ser que não é

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Há muito tempo me informo pela internet, de fontes confiáveis que venho coletando ao longo dos anos.

Raramente assisto TV aberta ou TV a cabo. Minha TV é TV web. Quem faz a programação sou eu.

E há muito tempo não confio em fontes da mídia tradicional, a não ser jornalistas que conheço e respeito. São pessoas. E não veículos.

Em tempos de redes sociais precisamos saber com quem estavamos falando. E se quem está falando realmente pratica o que diz.

Pouco me interessa o que o Jabor diz. Jabor quem? Ou o Zé das Couves. Ou o Jornal Nacional. Com 100 milhões de pessoas conectadas (e mais celulares que pessoas no país) a mentira e a parcialidade têm pernas curtíssimas.

Não acredito, igualmente, em salvadores da pátria e soluções milagrosas. Acredito na força da mobilização que brota da indignação que cada um carrega em si.

O que estamos vendo é um país com muitas reivindicações, muitas necessidades. E me pergunto como é que isso não aconteceu antes, diante de uma educação e saúde de péssima qualidade. Das fraudes, da corrrupção, da sacanagem geral que vemos.

Precisamos abandonar a cultura do medo. Essa história de que baderneiros tomam as ruas. E essa visão que quer transformar um movimento legítimo e histórico num fla-flu.

Não é isso. Há uma necessidade urgente. O brasileiro quer quer tratado com respeito.

Vivemos na sétima economia do planeta com condições de vida que nem de longe nos fazem lembrar disso.

Ao colocar a cultura do medo do protesto, o medo da baderna, o medo da livre expressão, o que se tenta fazer a calar a boca de pessoas que, sinceramente, prefeririam que os governantes eleitos cumprissem aquilo que prometeram.

Que lentidão é essa? Esse povo está esperando o que?

O que falta pra gente reformular completamente esse sistema carcomido que só faz perpetuar privilégios para uma classe de políticos sem qualificação, empresários meia-boca que usam o que é possível para manter uma reserva de mercado onde nós todos pagamos a conta.

O que falta?

E o governo vem dizer que não entende bem as reivindições, a voz que vem das ruas? Como assim?

Se não entendeu pede pra sair.

O momento exige soluções não pensadas antes. O momento exige atitude. Exige que o sentido de urgência seja realmente urgente.

Não dá pra ficar esperando reforma política pra sei lá quando. Nem reforma tributária. Nem que o plano de mobilidade fique pronto.

Se não percebeu que algo anda errado nos ônibus é porque não anda de ônibus. E não anda mesmo.

Se não sacou que as pessoas querem mais ciclovias é porque não anda de bicicleta e nem se importa com isso.

Precisamos aprender a nos manter mobilizados. E não apenas nos mobilizar por alguma causa específica.

Temos que cuidar, fiscalizar, nos posicionar.

Quem não se posiciona permite que outros tomem a dianteira. E essa passividade leva a esse estado de coisas que temos hoje, amortecidos que estamos (ou estávamos) diante de tanta incapacidade administrativa.

Um país que não encontrou soluções para a violência, para a falta de educação de qualidade e para uma saúde que realmente olhe para as pessoas.

É inadmissível.

E não nos venham dizem que não podemos fazer isso ou aquilo. Somos donos das ruas. O direito de manifestação é livre.

E o não é o que não pode ser que não é.

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