O ex-diretor da Petrobras e coordenador do projeto do pré-sal, Guilherme Estrella, comenta o atual desmonte da Petrobras e a entrega do pré-sal. Ele relembra que, em 2001, a Shell teve toda liberdade para descobrir o pré-sal e por incompetência tecnológica suspendeu a perfuração no meio do caminho.

Já a Petrobras, que recebeu por três vezes o Nobel do petróleo (prêmio concedido pela OTC), foi até o fim e após muito investimento e riscos descobriu o pré-sal. Para ele, as multinacionais “querem saquear as nossas riquezas. Essa é a grande verdade”.

Em entrevista concedida ao Portal Sul21 em dezembro do ano passado, Estrella disse que as empresas favorecidas pelo governo golpista devem ser tratadas como receptadoras de roubo.

O geólogo Guilherme Estrella, ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobras, considerado o “pai do pré-sal”, não vem poupando palavras para denunciar as mudanças que vem sendo feitas na Petrobras e no marco de exploração das reservas do pré-sal, após a derrubada do governo Dilma Rousseff.  “Estão transferindo riquezas estratégicas do Brasil para empresas estrangeiras”, resume.

Em entrevista ao Sul21, Guilherme Estrella defende que as medidas tomadas pelo governo Temer, a partir do golpe de 2016, estão acabando com a produção de ciência e tecnologia, com a universidade pública, com a educação e saúde públicas. Esse processo, acrescenta, “carrega ainda a face perversa da reescravização do povo brasileiro”.

Para o ex-diretor da Petrobras, não há dúvida que houve interferência externa no golpe que foi dado no Brasil: “A espionagem rolou solta, contra a Petrobras e contra a própria presidente Dilma Rousseff. Além disso, três meses depois de anunciarmos a descoberta do pré-sal, os Estados Unidos decidiram reativar a Quarta Frota no Atlântico Sul”.

Estrella vê um vício de origem na base de todos os atos do governo Temer e defende a anulação pura e simples desses atos pelo próximo governo. “Não há o que negociar. Gilberto Bercovici, professor de Direito Constitucional da Universidade de São Paulo, disse que os beneficiários desses atos não são compradores, mas sim receptadores de roubo. Eles precisam ser enquadrados como receptadores. Estamos lidando com crimes lesa-pátria e com uma ditadura civil”. (Foto: Maia Rubim/Sul21)

Veja a entrevista completa concedida a Marco Weissheimer no link abaixo:

‘Empresas favorecidas pelo governo golpista devem ser tratadas como receptadoras de roubo’

 

 

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